Radares com Inteligência Artificial nas Rodovias Federais Estarão em Fase de Teste
PUBLICADO 24/05/2026
Radares com Inteligência Artificial nas Rodovias Federais Estarão em Fase de Teste
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início aos testes de um novo modelo de fiscalização nas rodovias federais brasileiras que integra câmeras de videomonitoramento a sistemas avançados de inteligência artificial (IA). Essa tecnologia inovadora não visa substituir o trabalho dos policiais rodoviários, mas sim atuar como uma ferramenta de apoio em tempo real para otimizar a identificação de infrações de trânsito.O funcionamento do sistema baseia-se na instalação de câmeras de alta resolução em pontos estratégicos das estradas. Esses equipamentos capturam as imagens do fluxo de veículos continuamente, enquanto algoritmos inteligentes analisam os dados para reconhecer, de forma automatizada, comportamentos de risco. Entre as principais condutas monitoradas estão as ultrapassagens proibidas, a circulação indevida pelo acostamento, as manobras perigosas, o uso de celular ao volante e a ausência do cinto de segurança. Em determinadas situações, a tecnologia é capaz de registrar com clareza o interior dos automóveis.A aplicação de penalidades não ocorre de maneira automática. Sempre que a inteligência artificial detecta uma situação suspeita, ela funciona como um filtro inicial e emite um alerta imediato para o centro de controle da PRF. A imagem da suposta infração é exibida ao vivo para um agente rodoviário, a quem cabe a decisão final.
O policial analisa o contexto humano e técnico e, caso confirme a irregularidade, emite a respectiva autuação.Para garantir a privacidade dos cidadãos, o projeto não prevê o monitoramento individual contínuo dos motoristas nem o armazenamento permanente das gravações analisadas. A iniciativa foca estritamente no suporte pontual à segurança viária. Esta fase experimental terá a duração exata de 180 dias, período no qual a PRF avaliará os índices de eficiência do sistema, o nível de precisão dos algoritmos e o impacto real na redução de acidentes antes de deliberar sobre a adoção definitiva da tecnologia em todo o país.