PUBLICADO 20/10/2026
Caso de doença de Newcastle em SC deixa setor gaúcho em alerta
Asgav informou que adotará medidas de contingência para que embargos comerciais não afetem o RS
Após o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmar o foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus em Nova Itaberaba, em Santa Catarina, a Organização Avícola do RS.
(Asgav/Sipargs) informou que adotará as medidas necessárias de contingência para que embargos comerciais não afetem o RS.
“Com certeza, novamente teremos a solução, o mais breve possível desse problema e vamos voltar à normalidade o quanto antes“, declarou o presidente executivo da entidade, José Eduardo dos Santos.
Segundo ele, um caso como este pode representar riscos para o Rio Grande do Sul. “O que nós temos feito e temos que fazer cada vez mais é fortalecer os requisitos e conceitos de biosseguridade nas propriedades. Isso é o nosso escudo.” Apesar disso, ele avalia que a previsão de impacto nas exportações ainda é muito precoce.
“Nós avançamos muito, nos últimos 12 meses, no que se refere à regionalização, ou seja, os critérios de distanciamento para definir o que é embargado ou não. Então, nós temos que aguardar as instruções por parte do Ministério da Agricultura e ver aí o que acontece.
A ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina e confirmada por análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como laboratório de referência internacional para o diagnóstico da doença.
O estabelecimento, segundo o Mapa, foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com suspensão da movimentação de aves. As medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.
O que é a doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela OMSA.