Abertura da colheita da soja no Estado é marcada por queda na produção e aumento de custos com o diesel
O início da colheita da soja no Rio Grande do Sul foi oficializado nesta sexta-feira (20), durante a 17ª Abertura Oficial da Colheita da Soja, realizada em Tupanciretã, o maior produtor do grão no Estado. O evento reuniu produtores rurais e autoridades, incluindo o vice-governador Gabriel Souza (MDB) e o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) projeta na safra 2025/2026 a colheita de 19 milhões de toneladas do grão. O volume representa uma redução frente à expectativa inicial do órgão, que previa 21,4 milhões de toneladas. A queda é motivada pela redução de 1,7% na área plantada e dificuldades climáticas no período de emergência das lavouras.
De acordo com o último boletim da colheita divulgado pela Emater, a produtividade estadual enfrentou desafios técnicos, como as baixas temperaturas e a umidade excessiva em fases iniciais, além de entraves no acesso ao crédito agrícola. Essa diferença de rendimento é atribuída à chuvas escassas e irregulares durante o ciclo de desenvolvimento do grão, em janeiro.
O presidente da Emater, Claudinei Moisés Baldissera, destacou que a falta de chuvas e o excesso de calor afetaram a cultura justamente na fase reprodutiva, quando a planta necessita de água para o enchimento do grão.
Há uma retração na produtividade de cerca de 10% daquilo que é projetado inicialmente. A redução leva a produção para cerca de 19 milhões de toneladas, com pequena diminuição na área cultivada. Esse cenário decorre da distribuição heterogênea das chuvas. Há situações desparelhas, às vezes, dentro do próprio município, com lavouras de boa desenvoltura e outras com impacto severo e prejuízos econômicos grandes – disse, Baldissera reforçou que a saída para enfrentar as mudanças climáticas passa pelo Plano ABC e práticas conservacionistas:
O produtor tem que fazer cada vez mais a sua parte com manejo e conservação do solo, uso de sistemas irrigados e boas práticas. O plantio direto envolve o manejo rigoroso da água. Temos avançado no programa de irrigação e agora com a Operação Terra Forte, que foca no manejo e conservação do solo para todos os tamanhos de produtores.